Começa o I Seminário de Áreas Protegidas do Escudo das Guianas

Belém (03/9/13) – Começa nesta terça-feira, 03, o I Seminário Áreas Protegidas do Escudo das Guianas (Sapeg), que será realizado até o dia 05 de setembro no Hotel Fazenda Paraíso, na Ilha de Mosqueiro. O objetivo do seminário é ser um evento para interação, integração e troca de experiências entre as instituições gestoras, organizações não-governamentais, financiadores e representantes dos atores sociais que trabalham pelas Áreas Protegidas de região do Escudo das Guianas.

Na sua primeira edição, o Sapeg terá como foco e abrangência as Áreas Protegidas da Calha Norte do Pará e Amapá. Serão apresentadas experiências vividas na gestão das Áreas Protegidas desta região nos temas Comunicação e Governança, e a partir destes temas, iniciar um debate propositivo para a construção de estratégias e desenvolvimento de ações que promovam maior interação entre as Áreas Protegidas e oportunidades para a Gestão Territorial do Escudo das Guianas – Pará e Amapá, a partir das Áreas Protegidas da região.

Como produto final do seminário serão elaborados dois relatórios técnicos gerados pelos trabalhos desenvolvidos antes, durante e após o I Sapeg, sendo um com os resultados dos workshops e conjunto de estratégias e proposição de ações nos temas “Comunicação e Governança” que promovam maior interação entre as Áreas Protegidas e oportunidades para a Gestão Territorial do Escudo das Guianas – Pará e Amapá a partir das Áreas Protegidas da região. E outro sobre a base de informações sobre as Áreas Protegidas e o status de colaboração entre estas.

A programação está organizada em diferentes momentos, que mesclam mesas temáticas com palestras e debates; workshops interativos, apresentação de pôsteres sobre as Áreas Protegidas e a Feira do Seminário.

Escudo das Guianas

O Escudo das Guianas está presente na Área de Endemismo Guiana, uma das oito que a Amazônia possui. Esta região mantém grande parte da sua cobertura florestal nativa, abrigando a maior unidade de floresta úmida primária do mundo (aproximadamente 200 milhões de ha de florestas tropicais). O Escudo das Guianas se caracteriza por uma forte taxa de endemismo de espécies vegetais: 40% das 8 mil espécies vegetais até hoje levantadas estão presentes nesta região. Suas florestas constituem também um importante reservatório de carbono, estimado em 20 bilhões de toneladas (200 Mha x 100 tC/ha), cuja gestão terá um impacto sobre as mudanças climáticas sobretudo a nível local.

O Brasil é o país que possui maior fração territorial do Escudo das Guianas (33%). Juntos, os estados do Pará (12%) e Amapá (6%) abrigam mais da metade desta área e mantém um corredor de 32,7 milhões de hectares de Áreas Protegidas1, quase todas contíguas. Ao todo são 35 Áreas Protegidas, entre Unidades de Conservação e Terras Indígenas, além de 10 áreas quilombolas tituladas, uma região de alta sociodiversidade com comunidades indígenas de diversas etnias (Wajãpi, Tiriyó, Kaxuyana, Wayana, Aparai, Zo’é, Karipuna, Palikur, Galibi-Marworno, Galibi-Kali’na, Waiwai, Tunayana, Hixicaryana), castanheiros, quilombolas, ribeirinhos, colonos e imigrantes de outras regiões do Brasil com uma população de mais de um milhão de habitantes.

A primeira Área Protegida a ser criada nesta região foi a Reserva Biológica do Rio Trombetas. Na época, seu estudo de criação foi viabilizado pelo Programa Poloamazônia3, ligado à Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A necessidade de preservação e/ou conservação de parte da biodiversidade local é de possibilitar a exploração de parte dos recursos naturais da região, principalmente minérios, criasse em 1979, a Reserva Biológica do Rio Trombetas.

A partir da década de 80, diversas Áreas Protegidas começam a ser criadas na região. Porém, é a partir dos anos 90 que um conjunto de políticas, em âmbito nacional, estadual, e internacional passam a influenciar o incremento de Áreas Protegidas na fronteira brasileira do Escudo das Guianas.

Ascom Sema

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